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Sabe o que é 'bug' do Pix? Conheça esse e outros golpes e veja como evitá-los

Bancos fazem campanha para alertar sobre aumento de tentativa de fraudes durante a pandemia com crescimento de transações on-line
Maioria dos golpes com Pix envolve engenharia social, diz a Febraban Foto: Arquivo
Maioria dos golpes com Pix envolve engenharia social, diz a Febraban Foto: Arquivo

RIO - Já recebeu uma mensagem ou viu um vídeo sobre um bug no Pix que permitiria receber o dobro do valor de fato transferido? Se recebeu, cuidado. Trata-se de mais um golpe na praça.

O  novo sistema de pagamento instantâneo - que permite transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, sete dias por semana,  em até 10 segundos - passou a ser alvo de criminosos que nessa pandemia se aproveitam do crescimento exponencial das transações on-line para cometer fraudes.

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Preocupados com o crescimento dos golpes financeiros, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e 30 bancos estão intensificando suas ações de comunicação para contribuir com o uso seguro da internet e dos canais digitais.

Segundo as instituições, no  Pix, a maioria das tentativas de golpe  foram identificadas como ataques de phishing , que é quando o indivíduo é enganado e acaba fornecendo informações pessoais confidenciais.

Conheça os principais golpes envolvendo o Pix

Golpe do 'bug' do Pix

Mensagem falsa, informa que erro no sistema de pagamento leva a crédito do dobro do valor Foto: Adriano Ishibashi / FramePhoto / Agência O Globo
Mensagem falsa, informa que erro no sistema de pagamento leva a crédito do dobro do valor Foto: Adriano Ishibashi / FramePhoto / Agência O Globo

Uma ação criminosa que está sendo praticada por quadrilhas e que envolve o Pix é o golpe do “bug” (falha que ocorre ao executar algum sistema eletrônico).

Mensagens e vídeos disseminados pelas redes sociais por bandidos afirmam que, graças a um “bug” no Pix, é possível ganhar o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatórias. Entretanto, ao fazer este processo, o cliente está enviando dinheiro para golpistas.

Os canais oficiais do Banco Central já alertaram que não há qualquer “bug” no Pix. A Febraban ressalta que o cliente sempre deve desconfiar de mensagens que prometem dinheiro fácil e que chegam pelas redes sociais ou e-mail.

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Golpe da clonagem do Whatsapp

Os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro. Foto: DADO RUVIC/Reuters/26-11-2019
Os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro. Foto: DADO RUVIC/Reuters/26-11-2019

Entre os meios usados pelos bandidos está o Whatsapp. Os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferência via Pix.

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Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitadas em links recebidos.

Golpe de engenharia social com Whatsapp

Foto de redes sociais é usada por criminosos para pedir transferências via Pix a contatos do celular Foto: Pixabay
Foto de redes sociais é usada por criminosos para pedir transferências via Pix a contatos do celular Foto: Pixabay

Em outra fraude que usa o Whatsapp, o criminoso escolhe uma vítima, pega sua foto em redes sociais, e, de alguma forma, consegue descobrir números de celulares de contatos da pessoa.

Com um novo número de celular, manda mensagem para amigos e familiares da vítima, alegando que teve de trocar de número devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto. A partir daí, pede uma transferência via Pix, dizendo estar em alguma situação de emergência.

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Nesta fraude, o bandido nem precisa clonar o whatsapp da pessoa, e usa a estratégia de pegar dados pessoais da vítima e de seus contatos. A Febraban alerta que é preciso ter muito cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como, por exemplo, em sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário.

Ao receber uma mensagem de algum contato com um número novo, é preciso certificar-se que a pessoa realmente mudou seu número de telefone. O cliente sempre deve suspeitar quando recebe uma mensagem de algum contato que solicita dinheiro de forma urgente.

Não faça o Pix ou qualquer tipo de transferência até falar com a pessoa que está solicitando o dinheiro.

Golpe do falso funcionário de banco e das falsas centrais

Golpistas se passam por falsos funcionários de bancos Foto: FreeImages
Golpistas se passam por falsos funcionários de bancos Foto: FreeImages

Outros golpes praticados são os do falso funcionário e falsas centrais telefônica de instituições financeiras. O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo.

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O criminoso oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix, ou ainda diz que o usuário precisa fazer um teste com o sistema de pagamentos instantâneos para regularizar seu cadastro, e o induz a fazer uma transferência bancária.

É importante ressaltar que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, tampouco funcionários de bancos ligam para clientes para fazer testes com o Pix. Na dúvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos.