Análise: Gabigol pode ser a solução para problema tático no ataque do Flamengo?

Atacante voltou a ser relacionado para um jogo do rubro-negro depois de um mês e meio

Por — Rio de Janeiro


Gabigol em ação em 2024 Foto Marcelo Cortes / Flamengo

Antes de tudo, é necessário frisar que, assim como antes da suspensão, é bastante provável que Pedro siga como o titular do ataque do Flamengo nesse primeiro momento. E com merecimento. Apesar de vir de três jogos consecutivos sem marcar, o camisa 9, que soma 14 gols e uma assistência em 18 jogos na temporada, vinha em fase bem melhor que a de Gabigol, ídolo rubro-negro que foi relacionado para a partida de hoje, às 21h30, contra o Amazonas, pela terceira fase da Copa do Brasil depois de dois meses sem entrar em campo e com duas bolas na rede em oito partidas com Tite — média de 37 minutos em cada uma delas.

Ainda assim, além da óbvia injeção de ânimo na equipe, que vem de duas derrotas consecutivas e nos ares de Tite e da diretoria, criticados pela gestão que tem sido feita em relação à minutagem do elenco, o atacante pode representar uma importante arma para o setor ofensivo do Flamengo, que tem encontrado dificuldades para furar os sistemas defensivos adversários. Nos últimos três jogos, o rubro-negro marcou apenas um gol. Além disso, Pedro, principal alvo das jogadas de ataque da equipe, tem ficado encaixotado nas marcações adversárias. A partir daí, Gabigol pode ser importante de algumas formas.

Concorrente de Pedro na posição de centroavante, onde o próprio revelou que queria atuar, o camisa 10 tem, entre as principais características, a mobilidade no ataque e a capacidade em fazer o movimento do "facão", aproveitando as costas dos zagueiros adversários. Assim, ao contrário do camisa 9, que tem um estilo de jogo de fazer a parede para dar sequência à tabelas e ficar mais fixo para concluir as jogadas dentro da área — apesar de ter nítida capacidade e habilidade para participar mais das construções —, Gabigol pode dar maior mobilidade ao ataque do Flamengo e deixar a equipe menos previsível. Para isso, é preciso estar bem fisicamente e com a explosão em dia, o que não vinha acontecendo.

Além disso, outra posição que Gabriel pode atuar é pelos lados do ataque do Flamengo, uma vez que Tite tem preferência pelo esquema com dois homens abertos juntos de Pedro. Ao longo dos cinco anos que está no Flamengo, o atual camisa 10 já exerceu essa função tanto pela esquerda, quanto pela direita, onde faz mais sentido, já que é canhoto e tem a possibilidade de finalizar partindo de fora para dentro, ou até buscar cruzamentos. Nessa construção a partir das bolas aéreas, inclusive, protagonizou diversas jogadas de gol com o parceiro Bruno Henrique.

Com todo esse contexto, pode-se dizer que é difícil dizer que Gabigol pode ser a solução tática pro ataque do Flamengo, que precisa se reinventar sob o comando de Tite. Não é justo nem com o próprio atacante colocar tal responsabilidade em cima dele, tendo em vista o longo período sem ele entrar em campo. Ainda assim, é inegável que o ídolo rubro-negro já é uma ótima notícia para o clube e para o treinador pela aproximação que proporciona com a torcida e, de maneira prática, por representar um "reforço" caseiro de muita qualidade.

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