Economia
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Por e — Brasília

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que a equipe econômica está fazendo as contas para definir se haverá um reajuste para os servidores federais nos próximos anos. Segundo o ministro, no entanto, isso não deve acontecer em 2024, pois o "orçamento está fechado".

Quase no mesmo momento, o presidente Lula disse que a ministra da Gestão, Esther Dweck, está "fervilhando de problemas", por suas negociações com servidores públicos.

A Junta de Execução Orçamentária (JEO) se reuniu nesta quarta-feira para analisar se há espaço para reajustes aos servidores públicos até 2028. O órgão é formado por Haddad, e os ministros Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão).

Segundo Haddad, a reunião aconteceu a pedido da ministra da Gestão, Esther Dweck.

— É tudo desafiador, né? Nós temos que equacionar as contas públicas, têm votações importantes para o que vão acontecer semana que vem no Congresso (...) Tem três cenários que ela nos apresentou e ela (Esther Dweck) vai mandar nos mandar a memória de cálculo para nós trabalharmos e devolvermos à Casa Civil ainda hoje — disse o ministro a jornalistas.

Haddad ainda disse que o reajuste não deve sair ainda esse ano, segundo ele, pois o “orçamento está fechado”.

Ao falar sobre o assunto, Lula defendeu o direito à greve.

— Ela (Dweck) está fervilhando de problemas. Acho até que não devia ter deixado ela vir para cá, devia ficar negociando antes que a gente receba de presente as greves — disse. — A gente pode até não gostar, mas (greves) são direito democrático dos trabalhadores. Não tenho moral para falar contra greve, nasci das greves. Então sou obrigado a reconhecer.

O governo vem sofrendo pressão de servidores públicos por reajustes salariais. Em 2023, foi concedido um aumento de 9%.

O governo federal e servidores vão se reunir para discutir o assunto ainda nesta quarta-feira na Mesa Nacional de Negociação Permanente. A reunião estava prevista para acontecer apenas no mês de junho, mas foi antecipada em caráter extraordinário para debater a recomposição dos benefícios em 2024.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) acionou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) no início da semana passada para garantir a “implementação imediata” do reajuste dos benefícios.

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